domingo, 29 de junho de 2014

Fazer o quê?

Precisando do teu cheiro, do teu abraço...
Dias longos e noites sem fim de espera.
Sensações adiadas,
que me mordem a alma.
Sou movida por antigos momentos,
promessas feitas com olhar,
danças, meias palavras 
e silêncios compartilhados....
De concreto: tua distancia e frieza.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sempre ele

A fogueira me tira pra dançar...
Corpo e alma se entregam...
Torno-me uma com ela!
A alegria dança em mim,
invadindo o espirito!
Solta e largada no ritmo do pandeiro!
Pronta pra buscar o amor.
De repente...
através do fogo sinto a presença:
Hades, 
o eterno amor!




sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ficou pra depois

Vasculhada pelo teu olhar
minha alma se entrega.
Meus olhos dizendo o que a boca cala.
Meus dedos dançam no teu braço, a minha revelia...
Na minha testa brilha:
te quero! 
Teu olhar vira fogo.
Um abraço intenso.
Um beijo procrastinado!


sábado, 15 de março de 2014

Resistencia

Limita-se o desejo,
o sonho, o espaço,
o tempo,a ternura,
o amor,a raiva manifesta,
a saudade, a paz! 
Pareço aceitar,
na fachada, de acordo.
Na alma, transgrido!
Sonho, amo! 
Desejo-te terna e raivosamente...
Sem limites, sem perguntas.
...Hades, o abraço que faz parar o tempo!

domingo, 2 de março de 2014

Chegando...

...E o tempo correu.
Agora eu me revelo.
Reconhecendo pedaços ocultos,
alguns óbvios demais para serem vistos.
Medos indefinidos.
Crenças desmascaradas.
Transmutado loucuras:
a alegria se senta à mesa e
no quarto, o prazer me espera,
o melhor da festa é vivê-la.
E, assim eu vou ...
modificando mandatos,
e cada dia chegando mais perto de mim.
- É, Persefone, parece que vou chegar no seculo XXI!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pedaços

Barulho de rio...
Calor na pele nua...
Frescor da água...
Tudo misturado e nada identificado.
Sou, de novo, um emaranhado:
sensações, percepções.
E o olhar negro que me incendeia...
Sinto a presença dele como Hades,
mas, como eu, agora, mortal.
Sou nativa,
ele, desbravador do além mar...
Outra vez apaixonados...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Repetindo...

Cansei.
Diminuam luzes, som.
Não quero ouvir nem a minha voz aqui.
Chega de tanta repetição!
Nada de novo...
Até a minha  saudade de Hades está velha!
Preciso voltar pra mim...
Basta de olhares complacentes e piedosos.
Aceitem o absurdo:
Amo o Averno e, mais ainda, seu soberano!
Lá, sou sem censuras!