domingo, 29 de abril de 2012

Cinza

Tudo cinza...
Não vejo o céu azul...o sol...nada.
Cinza, minha alma está vestida de cinza.
Um vazio no peito que nada aqui preenche.
A eterna certeza: não sou daqui.
Essa não é a minha casa,
nem minha família.
Tanta luz e tanta desconexão...
A minha casa descobri no seu abraço,
e a minha família é a filha que a vida me deu...
Eu te reconheço apesar das minhas limitações,
mas não sei se sou reconhecida em plenitude...
Estou cada dia com menos força...
Cansei de lutar pelo que é meu por direito:
Nós dois: um.
E o dia segue cinza...
mas teimo em apostar:
vou ser reconhecida...
vamos juntar a família...
curar as feridas causadas pelas ausências indesejadas...


terça-feira, 24 de abril de 2012

Sintonia

Espreguiço... olho em torno...
Onde estou?
No Olimpo ou no subterrâneo?
Sinto-me inteira...
nem lá...nem cá...aqui.
Ouço o meu silêncio.
Suave. Intenso. Presente!
Relaxo.
Pouco importa o onde externo...
Minha alma descansa em mim.
Fecho os olhos, pouco importa onde está meu corpo...
Abrigo da minha alma,
Sintonizado com ela sente-se também inteiro.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Vera, Luciana e Betinha

A estrela: a moça com um pé na terra e outro na água...
A força: a donzela que segura o leão
E eu, 
que temos em comum?
Terra e água.
Pureza e instinto.
Dança e Psicologia.
Necessidade de integrar...
Juntar pedaços do que sempre foi UM...
Por fim  à uma escolha desnecessária.
A dança me revela o instinto...
A psicologia me suporta como a terra...
E com a transparência da água me movimento pela vida.
Hoje... vou dormir mais inteira.









quarta-feira, 18 de abril de 2012

Filosofando sem compromisso

Pensamentos soltos...
nada me interessa por mais de um segundo...
tudo parece tediosamente repetitivo.
As mesmas conversas,
as mesmas crises e alegrias.
Como é possível continuar dia após dia nessa mesmice?
E querem que eu me conecte com isso???
Eu não quero conseguir...
Minhas sensações e sentimentos se renovam a todo instante.
Como a vida pode ser estática? Repetitiva???
O que é a vida?
O que o meu corpo e alma sentem... percebem...
ou essa repetição sem fim?

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Deméter, fui!

No meio da escuridão
um brilho se esgueira de forma fortuita...
Ouço o sussurro: existe escolha.
 Meu anjo repete: existe outra via...
Pode ser de outro jeito????Como sair daqui???
Minha alma está fechada.
Esqueci que sou um ser no espaço tempo
Esqueci  Richard Bach,
Taiguara, Frejat, Florbela Espanca.
Amigos da minha alma!
Uma saia rodada, uma música,  meu punhal.
Depois, meu véu e meu leque.
Dançando e chorando me reencontrei.
E junto com Leone sussurro...
"Hoje estou de volta à vida. Aos amigos, aos sorrisos sob o sol".
Minha lealdade à Deméter termina aqui, agora!
Escolho-ME.
Neste instante o brilho se concretiza:
... um olhar encantador: o meu.







quinta-feira, 12 de abril de 2012

Nem sempre bonitinha

Secou...
Nada se traduz em palavras.
Virei um poço de sensações, sentimentos.
Vejo imagens que não viram palavras,
nem sons...
Não sei o nome...
não consigo descrever.
Só sei que não é vazio, deserto com certeza!
Triste, não.
Deserto...
árido, solitário...
acalma e por instantes belo!
E aqui, descanso do absurdo da distancia...
Volto pra dentro de mim e quase me reconheço.
Confusa...
Absurda...
Refratária...
...mais um pedaço de mim,
indecifrável no momento...
ao menos reconhecido:
Isto também sou eu: Perséfone.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Longe daqui e de tudo

Vontade de nada.
Desejo silêncio.
Sem luz.
Silêncio: nada dizer e muito menos ouvir.
Quietude.
Solidão.
Que tudo se feche em torno de mim...
Não ver e não ser vista.
Na minha cama: meu corpo e minha alma cansada.
Meu espirito, por aí, vagando...
Em busca de mim.