quarta-feira, 30 de maio de 2012

Punhais

Um quarto crescente no céu,
Dois punhais na terra
E eu...
A força dos punhais me chama.
Na superfície estou dividida... 
Mas, meu olhar me entrega.
Sei quem é bandoleiro...
Contemplo a luta.
Volto no tempo...
Menina, adolescente, mulher, feiticeira... 
Solteira, casada, divorciada, abandonada.
Pra essa lua: cigana livre.
Sou resgatada pelos golpes dos punhais e pelo seu olhar...
Ouço o momento...
Entrego-me a magia da dança.






quarta-feira, 9 de maio de 2012

Lições da descida

Eu tenho um punhal...com pedras vermelhas...
 alguns já me viram dançar tomada por ele...
Quando o deslizo pelo corpo
meu punhal puxa o fogo que circula em mim.
Relembra-me do poder que existe em mim...
Meu punhal me ensina a ser feiticeira...
a revelar o necessário,
a fazer misturas de cheiros...
a cortar o negativo 
e o que mesmo bom, não me convém.
Meu punhal. Minha vontade.
Minha força. Minha condição mais íntima de mulher...
Meu punhal vive atrás do meu leque...
Embrulhado em lenço fino...
Discretamente...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nova ordem

Flutuo no meio do espaço...
Olho em torno e vejo planetas e estrelas...
O silêncio sideral.
Tudo me encanta...
O tempo sem começo nem fim...
Espaço sem limites.
O sentir acima do ver...
O perceber sem barreiras,
Criticas ou julgamentos...
Nova ordem...
Ouço e vejo com a alma.
Um lugar onde sempre encontro você...
Mesmo antes de ver eu sempre soube que você existia...  
Eu e meu mundo paralelo,
Lugar onde respostas desafiadoras me acalmam...
Aqui sou naturalmente Perséfone...