Deuses e deusas quietos...
Nada de sons, gritos ou lamurias.
O som sagrado do sossego...
Não consigo dormir.
Tantos deuses e deusas...
mas ninguém com quem partilhar
o sentir, o sonhar, o perceber.
Minha alma já conheceu a solidão.
Aqui e agora vive em solitude
esperando o tempo do retorno ao Averno.
A saudade escorre nas minhas entranhas,
oculta, guardada, escondida de todos...
Saudade da minha vida escolhida,
compartilhada em todos os sentidos
Ao lado do meu guardião, meu cumplice, meu amor.
Volto os olhos pra dentro,
e por alguns segundos estou em casa...
Sossego todas as vezes que lembro:
sou de lá...
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