Não sei dele...
E pra ninguem adianta perguntar.
O soberano exerce o seu direito de ir e vir,
não dizer pra onde, nem quando.
Em algum momento ele vem
como se não tivesse ido,
como se não me fizesse falta!
Senhor do seu reino que faz o que quer!
Sentir saudades dele no Olimpo, machuca,
no Averno, não faz sentido!
Há dias não sei dele...
Já bordei,
fiz perfumes e unguentos,
meditei, dancei...
Sinto que estou desconectando...
Aos poucos estou indo pra outro mundo...
Nem Olimpo, nem Averno...
Minha fantasia:
um mundo onde Hades sempre está.
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