Estou de peito aberto
De frente pra o que a vida mandar.
O que vai ser?
A realização dos sonhos
Ou concretização dos temores....
Já tive uma vida segura.
Sem sustos. Sem arrepios de paixão.
Sem desejos. Segura.
Sufocante de tão chata.
E o peito fechado,
Defendido da vida,
mas vivendo uma dor sem fim.
Um mundo sem sonhos.
O sorriso não chegava no olhar.
O corpo tinha esquecido que gostava de dançar.
A alma não ouvia música.
Corpo e alma divorciados...
Como se isso fosse possível!
Um tempo de vida seguro
Que me dilacerou todos os segundos.
Hoje sou feita de incertezas...
de música, sorriso, dança,
lágrima, olhares intensos...
arrepios, sonhos, desejos.
E alguns sustos...
Tudo faz parte da vida...
Nenhum comentário:
Postar um comentário