sábado, 31 de março de 2012

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Meu peito dói.
Não sei por qual razão...
Repasso meu momento e tudo está bem.
De quem é essa dor?
Subitamente teus olhos estão diante de mim.
Tristes, cheios de lágrimas...
Uma pedra de gelo no peito...
Não sei como  alcançar-te .
Nem sei se o que sinto é real....
Sinto um mar de dor que me engole.
Aperta cada pedaço do meu ser...
Minha alma se perde numa dor que não é minha.
Desespero e solidão...
Contemplo... e rezo ao Eterno...
Que vele por ti,
Que te acompanhe na escuridão...
Minha alma se entrega ...
Silenciosamente em um abraço...
não sei se  me sentes...
Nem sei se o que percebo é real...
Essa é a dor de ser Perséfone.











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